Reduto secular da arte paulistana

Largo Paissandú tomada da esquina da Av. São João em direção à Igreja do Rosário, por volta do ano de 1918. Fotógrafo: Aurélio Becherini. Imagem sob custódia da Divisão de Iconografia e Museus (DIM) da Secretaria Municipal de Cultura.

A primeira fase da pesquisa confirma a vocação do Largo Paissandu para sediar locais de entretenimento. Mesmo no final do século 19, quando era um “descampado alagado e cheio de sapos”, o largo era um dos três locais da cidade onde se podia ouvir “boa música”. As domingueiras eram um programa concorrido, frequentado principalmente pelos imigrantes europeus. Isso além de espetáculos de circo, que se instalavam nos terrenos vagos do entorno. O primeiro registro encontrado até agora data de 1887. Trata-se do anúncio da chegada e início de temporada do Grande Circo Irmãos Carlo, durante o mês de abril.

O Moulin Rouge, cabaré que marcou a vida noturna da cidade na virada do século 19 e início do 20, funcionou em um casarão que ficava onde hoje está o prédio da Secretaria de Cultura, na esquina com a rua Dom José de Barros. Esse casarão se tornaria, em 1905, o Teatro Carlos Gomes, que cederia lugar ao Teatro Variedades, depois Teatro Avenida para, finalmente, se tornar o Cine Avenida, famoso por suas sessões duplas. A partir daí, começam a proliferar os cinemas, que passam a ocupar a avenida São João até a Praça da República. O prédio atual, que abriga a Galeria Olido, foi erguido em 1957.

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