CAFÉ DOS ARTISTAS

No Paissandu, mais uma vez

Fevereiro 27, 2008 · Deixe um comentário

Possolo  Encontro na Galeira Olido  Seu Joy

O encontro de segunda-feira no Paissandu recolheu o depoimento de 13 artistas de circo, da velha e nova gerações. O palhaço Cigarrito abriu a tarde, úmida e carolenta. A seguir, Hugo Possolo contou que  foi no Paissandu que seu coração despertou para a arte de fazer as pessoas rirem. “Vim ao Paissandu pela primeira vez aos 17 anos, para procurar uma partitura de música e acabei descobrindo os encontros das segundas-feiras”, contou.

O evento, promovido pela Pindorama Circus como parte da pesquisa que está levantando a história do circo no Paissandu, financiada pela Secretaria Municipal de Cultura, reviveu os bons tempos do Café dos Artistas. Como a época em que o local ficava cheio de donos de circo e empresários a procura de novos números para seus espetáculos. “Seu Joy”, acrobata e paradista, contou que costumava se fazer de difícil para aumentar o cachê. “Aparecia no Café e, quando todos já tinham me visto, sumia”, contou. Quando o empresário estava quase desistindo, aparecia para negociar. “Estava conversando lá fora, com outro empresário”, justificava.

Além de Possolo e “seu” Joy, foram ouvidos o mestre  Maranhão, o circense José Wilson; a lutadora Lana; Roger Avanzi, o  palhaço Picolino; Ayelson Garcia, filho do palhaço Figurinha e neto do Piolin; o mágico e engolidor de espadas Yorga; Toninho da Galeria, um dos fundadores da Galeria do Rock; o palhaço Xuxu e os pesquisadores Ermínia Silva e Mário Bolognesi.

Trechos dos depoimentos serão publicados neste blog. Fique atento.

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Visão do princípio

Fevereiro 27, 2008 · Deixe um comentário

Por Elaine Frere
Artista circense
A lembrança que tenho desse espaço, talvez nem corresponda a realidade, é mais provavel que corresponda as sensações que tive. O ano era 1989, talvez um ou dois anos mais… o fato é que estive pouquíssimas vezes no Café dos Artistas e sequer tenho certeza dos nomes das pessoas que me acompanhavam.
Na época estava às voltas com meu primeiro trabalho, numa Cia. que tinha a pretensão de unir o circo ao teatro na linguagem cênica. Estávamos a procura de chicotes, e a informação que tínhamos era a de que  no Café dos Artistas encontraríamos. Aliás, era lá o único lugar possivel para encontrarmos equipamentos de circo.Todos feitos artesanalmente. 
Os companheiros da época eram Fernando Sampaio, Marcos Loureiro, Hugo Possolo, Regina Lopes… é bem possível que estivesse junto de um deles nessa primeira visita ao Café, mas não sei precisar. O fato, é que corria o boato de que o Café era o espaço dos artistas tradicionais e que o Sr. Novaes não costumava ser muito gentil, especialmente com artistas provenientes de Escolas de Circo, como era o nosso caso. 
Eu também não tinha por hábito circular pelo centro de São Paulo, criada e crescida nos bairros tranquilos da Zona Leste. A aventura sensorial começava já pelo fato de estar caminhando por locais, aparentemente, inóspitos. O burburinho crescia, as pessoas caminhavam rápidas, era preciso apressar o passo… até que adentrei o tão comentado “Café dos Artistas”.
Diferente de tudo quanto eu imaginava. Um oásis no meio daquele tumulto. Tinha pouca intensidade de luz. Reinavam o mistério e a magia próprios da origem cigana, caracteristicas que despertavam meu medo e desejo. O medo vinha das histórias que eu ouvia na infância a respeito do povo cigano, enraizadas até a alma, e o desejo vinha do fascínio que o circo exercia sobre mim. 
Tinha cheiro…  cheiro de coisa guardada, cheiro de coisa escondida, cheiro de segredo… um cheiro que só hoje sei definir… era cheiro de tradição!
Pelo fato de chamar-se “Café dos Artistas”, ingenuamente esperava ver algumas mesas e cadeiras, que não me lembro de ter visto, mas me lembro bem dos aparelhos de circo em exposição para venda e de como apreciei tudo aquilo. Por fim, fui apresentada ao Sr. Novaes, que foi muito gentil, contrariando as informações anteriores.
O Café dos Artistas foi referência para compra de aparelhos durante um longo tempo. Quando queríamos encontrar um dos Mestres que há tempos não víamos era também no Café que buscávamos notícias. Todos sabiam tudo, sobre todos.
Depois disso só me lembro do compromisso constante do Mestre Maranhão todas as segundas-feiras, quando terminávamos os ensaios e lá ia ele, todo alinhado com sua inseparável e invejada (segundo ele) botinha de “salto carrapeta”, para mais um encontro no Café dos Artistas

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Memória Oral do Circo no Largo do Paissandu

Fevereiro 23, 2008 · Deixe um comentário

Nesta segunda feira, 25 de fevereiro de 2008, a partir das 14h00.
Na sala Vitrine da Dança da Galeria Olido – Av. São João 473
Estaremos filmando depoimentos de artistas circenses e de estudiosos sobre a história do circo no Largo do Paissandu.Confirmaram presença: Yorga, Xuxu, Roger Avanzi, José Américo, José Wilsom Moura Leite, Ermínia Silva, Hugo Possolo, Mário Bolognesi, José Vitor Galvão, King, Lana, e outros. 
Se você quiser participar, reserve seu ingresso antecipadamente, escrevendo para pindorama@pindoramacircus.com.br

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O circo no Paissandu

Fevereiro 23, 2008 · Deixe um comentário

Respeitável público:  Este blog foi criado com o objetivo de compartilhar a pesquisa “A história do circo no Largo do Paissandu”, que está sendo realizada desde o final de 2007 pela Pindorama Circus com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Esta pesquisa, senhoras e senhores, tem como objetivo resgatar, organizar, interpretar, revelar e difundir o patrimônio cultural do circo que se encontra no Largo do Paissandu – ponto de referência dos circenses há mais de um século (ver histórico). Participe! Colabore com o levantamento da  história do circo brasileiro.

 

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